Charles bally e albert sechehaye


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FERDINAND DE SAUSSURE

CURSO DE

LINGUISTICA GERAL

Organizado por

CHARLES BALLY e ALBERT SECHEHAYE

com a colaboração de

ALBERT RIEDLINGER

Prefácio à edição brasileira:

ISAAC IVICOLAU SALUM

( da Universidade de S. Paulo )

EDITORA CUURIX

São Paulo

Título do original:

COURS DE LINGUISTIQUE G~NlrRAI,E

Publicado pot Payot, Paris

Tradução de

ANTÓNIO CHELINI, JOSÉ PAULO PAES e IZIDORO BLIKSTEIN

22-23-24-25-26-27-28 gr adiçao, o~ rW,çag fon p~bW ada. 00-Ol-02-03-04-OS-0G

Direitos de tradução para o Brasil

adquiridos com exclusividade pela

EDITORA CUURIX UDA.

Rua Dr. Mário Vicente, 374 - 04270-000 - São Paulo, SP

Fone: 272-1399 - Fax: 272-4770

E-maíl: pensamento@cultrix.com.br

http://www.pensamento-cultrix.com.br

que se reserva a propriedade literária desta tradução.

Impresso em nossas oficinas gráficas.

ÍNDICE

PREFÁCIO À EDIÇÃO BRASILEIRA XIII

PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO. 1

PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO. 4

PREFÁCIO À TERCEIRA EDIÇAO. 5

INTRODUÇAO

CAPíTULo I - Visão geral da história da Lingüistica. 7

CAPíTuLo II - Matéria e tarefa da Lingüísticca; suas relações com as

ciências conexas. 13

CAPíTuLo III - Objeto da Lingüística.

§ 1. A língua; sua definição. 15

§ 2. Lugar da língua nos fatos da linguagem. 19

§ 3. Lugar da língua nos fatos humanos. A Semiologia. 23

CAPíTULo IV - Lingüística da língua e lingüística da fala. 26

CAPíTULo V - Elementos internos e elementos externos da língua. 29

CAPíTULo VI - Representação da língua pela escrita.

§ 1. Necessidade de estudar este assunto. 33

§ 2. Prestígio da escrita: causas de seu predomínio sobre

a forma falada. 34

§ 3. Os sistemas de escrita. 36

§ 5. Efeitos désse desacordo. 39

CAPíTULo VII - A Fonologia.

§ 1. Definição. 42

§ 2. A escrita fonológica. 43

§ 3. Crítica ao testemunho da escrita. 44

VII

APENDICE

PRINCIPIOS DE FONOGOGIA

CerfTvt,o I - As espécies fonológicas.

$ 1. Definição do fonema. 49

$ 2. O aparelho vocal e seu funcionamento. 52

$ 3. Classificação dos sons conforme sua articulação bucal. 55

CapítuloII - O fonema na cadeia falada.

$ 1. Necessidade de estudar os sons na cadeia falada. 62

$ 2. A implosão e a explosão. 64

$ 3. Combinações diversas de explosões e implosões na

cadeia. 68

$ 4. Limite de sílaba e ponto vocálico. 70

$ 5. Críticas ás teorias de silabação. 72

$ 6. Duração da implosão e da explosão. 73

$7. Os fonemas de quatta abettura. O ditongo. Ques-

tões de gtafia. 74

PRIMEIRA PARTE

PRINCIPIOS GERAIS

CapítuloI - Natureza do signo lingüistico.

$ 1. Signo, significado, significante. 79

$ 2. Primeito princípio: a arbitrariedade do signo. 81

$ 3. Segundo princípio: caráter linear do significante. 84

Capítulo II - Imutabilidade e mutabilidade do signo.

$ 1. Imutabilidade. 85

$ 2. Mutabilidade. 89

Capítulo III - A Lingüística estática e a Lingüística evolutiva.

$ 1. Dualidade interna de todas as ciências que operam

com valores, 94

$ 2. A dualidade interna e a história da Lingüística. 97

$ 3. A dualidade interna ilustrada com exemplos. 98

$ 4. A diferença entre as duas ordens ilustrada por com-

parações. 103

$ 5. As duas Lingüísticas opostas em seus métodos e em

seus princípios. 105

$ 6. Lei sincrônica e lei diacrônica. 107

$ 7. Existe um ponto de vista pancrônico? 111

VIII

§ 8. Conseqüências da confusão entre sincrônico e dia-

crônico. 112

§ 9. Conclusões. 114

SEGUNDA PARTE

LINGülSTICA SINCRONICA

Capítulo I - Generalidader. 117

CAríToLo II - As entidades concretas da língua.

§ 1. Entidades e unidades. Definições. 119

§ 2. Métodos de delimitação. 121

§ 3. Dificuldades práticas da delimitação. 122

§ 4. Conclusão. 123

Capítulo III - Identidade, realidades, valores. 125

Capítulo IV --- O valor lingüístico.

§ 1. A língua como pensamento organizado na matéria

fônica. 130

§ 2. O valor lingüístico considerado em seu aspecto con-

ceitual. 132

§ 3. O valor lingüístim considerado em seu aspecto ma-

terial. 136

§ 4. O signo considerado na sua totalidade. 139

Capítulo V - Relações sintagmáticas e relações associativas.

§ 1. Defínições. 142

§ 2. Relações sintagmáticas 143

§ 3. As relações associativas. 145

Capítulo VI - Mecanismo da língua.

§ 1. As solidariedades sintagmáticas. 148

§ 2. Funcionamento simultâneo de duas formas de agru-

pamento 149

§ 3. O arbitrário absoluto e o arbitrário relativo. 152

Capítulo VII - A Gramática e suas subdivisões.

§ d . Definições: divisões tradicionais. 156

§ 2. Divisões racionais. 158

Capítulo VIII - Papel das entidades abrtratas em Gramática. 160

IX

TERCEIRA PARTE

LINGüISTICA DIACRONICA

Capítulo I - Generalidades. 163

Capítulo II - As mudanças Fonéticas. 167

§ 1. Sua regularidade absoluta: 167

§ 2. Condições das mudanças fonéticas. 168

§ 3. Questões de método. 169

§ 4. Causas das mudanças fonéticas. 171

§ 5. A ação das mudanças fonéticas é ilimitada. 175

Capítulo III - Conseqüênciar gramaticais da evolução /onética.

§ 1. Ruptura do vínculo gramatical. 178

§ 2. Obliteração da composição das palavras. 179

§ 3. Não existem parelhas fonéticas. 180

§ 4. A alternância. 182

§ 5. As leis de alternância. 183

§ 6. A alternância e o vínculo gramatical. 185

Capítulo IV - A analogia.

§ 1. Definição e exemplos. 187

§ 2. Os fenômenos analógicos não sso mudanças. 189

§ 3. A analogia, princípio das criações da língua. 191

Capítulo V - Analogia e evolução.

§ 1. Como uma inovação analógica entra na língua. 196

§ 2. As inovações analógicas, sintomas de mudanças de

interpretação. 197

§ 3. A analogia, princípio de renovação e de conserva-

199

ção.

Capítulo VI - A etimologia popular. 202

Capítulo VII - A aglutinação.

§ 1. Definição. 205

§ 2. Aglutinação e analogia. 206

Capítulo VIII - Unidades, identidades e realidades diacrônicas. 209

Apêndices.

A. Análise subjetiva e análise objetiva. 213

B. A análise subjetiva e a determinaçãa das subunidades. 215

C. A etimologia. 219

QUARTA PARTE

LINGUISTICA GEOGRÁFICA

Capítulo.o I - Da diversidade das línguas. 221

Capítulo II - Complicações da diversidade geográ/ica.

§ 1. Coexistência de várias línguas num mesmo ponto. 224

§ 2. Língua literária e idioma local. 226

Capítulo III - Causas da diversidade geográ/ica.

§ 1. O tempo, causa essencial. 228

§ 2. Ação do tempo num território contínuo. 230

§ 3. Os dialetos não têm limites naturais. 233

Capítulo IV - Propagação das ondas lingüísticas.

§ 1. A força do intercurso e o espírito de campanário. 238

§ 2. As duas forças reduzidas a um princípio único. 240

§ 3. A diferenciação lingüística em territórios separados. 254

QUINTA PARTE

QUESTõES DE LINGülSTICA RETROSPECTIVA

CONCLUSAO

Capítulo I - As duas perspectivas da Lingüística diacrónica. 247

Capítulo.o II - A língua mais antiga e ó protótipo. 251

Capítulo III - As reconstruções.

§ 1. Sua natureza e sua finalidade. 255

§ 2. Grau de certeza das reconstruções. 257

Capítulo IV - O testemunho da língua em Antropologia e em

Pré-História.

§ 1. Língua e raça. 260

§ 2. Etnismo. 261

5 3. Paleontologia lingüísti~a. 262

§ 4. Tipo lingüístico e mentalidade do grupo social. 266

Capítulo V - Famíliar de línguar e tipos lingüísticos. 268

INDICE ANALÍTICO. 273

XI

PREFACIO A EDIÇAO BRASILEIRA

Estas palavras introdutórias à edição brasileira do Cours de

linguistique générale não pretendem expor ou discutir as doutri-

nas lingüísticas de Ferdinand de Saussure, nem tampouco apre-

sentar a versão portuguesa no que ela significa como transposi-

ção do texto francês. Visam a uma tarefa bem mais modesta,

mas; talvez, mais útil ao leitor brasileiro, estudante de Letras ou

simples leigo, interessado em Lingüística: fornecer informações

sobre o famoso lingüista suíço e sobre a sua obra e indicar algu-

mas fontes para estudo das grandes antinomias saussurianas,

ainda na ordem do dia, meio século depois da 1.& edição do

Cours, embora provocando ainda hoje diálogos mais ou me-

nos calorosos.

A l.a edição do Cours é de 1916, e é, como se sabe, "obra

póstuma", pois Saussure faleceu a 22 de fevereiro de 1913.

A versão portuguesa sai com apenas 54 anos de atraso. Mas

nesse ponto não somos só nós que estamos atrasados. O Cours de

linguistique générale não foi um best-seller, mas foi em francês

mesmo que ele se tornou conhecido na Europa e na América.

A 1 ~ edição francesa, de 1916, tinha 337 páginas; as seguintes,

de 1922, 1931, 1949, 1955, 1962. . . e 1969, têm 331 páginas. No-

te-se, porém, como crescem os intervalos entre as edições até a

4.a, de IJ49 e depois se reduzem à constante de 7 anos o que

, ,

mostra que até a edição francesa teve a sua popularidade aumen-

tada nestas duas últimas décadas.

Uma vista de olhos sobre as traduções é bastante elucidati-

va. A prirneira foi a versão japonesa de H. Kobayashi, de 1928,

reeditada em 1940, 1941 e 1950. Vem depois a alemã de H. Lom-

rnel, em 1931, depois a russa, de H. M. Suhotin, em 1933. Uma

divulgou-o no Oriente, e a outra no mundo germânico (e nór-

dico) e a terceira no mundo eslavo. A versão espanhola, de

XIII

Amado Alonso, enriquecida com um excelente prefácio de 23 pá-

ginas, saiu em 1945, sucedendo-se as edições de 1955, 1959, 1961,

1965 e 1967, numa cerrada competição com as ediçôes france-

sas. São as ediçôes francesa e espanhola os veículos de maior

divulgação do Cours no mundo românico. A versão inglesa de

lNade Baskin, saída em Nova Iorque, Toronto e Londres, é

de 1959. A polonesa é de 1961, e a húngara, de 1967.

Em 1967 saiu a notável versão italiana de Tullio De Mauro,

tradução segura e fiel, mas especialmente notável pelas 23 pági-

nas introdutórias e por mais' 202 páginas que se seguem ao texto,

de maior rendimento, em virtude do corpo do tipo usado, osten-

tando extraordinária riqueza de informações sóbre Saussure e

sobre a sorte do Cours, com 305 notas ao texto e uma bibliogra-

fia de 15 páginas (cerca de 400 títulos) (1). Tullio De Mauro

por essa edição se torna credor da gratidão de todos os que se

interessam pela Lingüística moderna (2) .

Mas a freqüência das reedições e traduções do Cours nesta

década de 60 que acaba de expirar mostra que já era tempo de

fazer sair uma versão portuguésa dessa obra cujo interesse cresce

com o extraordinário impulso que vêm tomando os estudos lin-

güísticos entre nó5 e em todo o mundo. Já se tem dito, e corr~

razão, que a Lingüística é hoje a "vedette" das ciências huma-

nas. Acresce que o desenvolvimento dos currículos do nosso es-

tudo médio nestes últimos anos impede que uma boa percentagem

de colegiais e estudantes do curso superior possam ler Saussure

em francês. Verdade é que restaria ainda a versâo espanhola,

que é excelente, pelo prólogo luminoso de Amado Alonso. Mas,

agora, o interesse público em Saussure cresce, e uma edição por-

tuguesa se faz necessária para atender à demanda das universi-

dades brasileiras.

( 1 ) Fetdinand de Saussure, Corso di linguística generale - 1 ntro-

duzione, traduzione e commento di Tullio De Mauro. Editori Laterza, Bari,

1967, pp. XXIlI +488 pp.

( 2 ) As pp. V-XXIII dão uma boa introdução, e as pp. 3-282 tra-

zem o texto, numa versão muito fiel. Da p. 285 à 335 vêm informações

abundantes sobre Saussure e sobre o Curso; da p. 356 à 360 se exami.

nam as relações entre Noreen e Saussure. Seguem-se, pp. 363-452, 305

notas, algumas longas. As pp. 455-470 trazem cerca de 400 títulos bi-

bliográficos, alguns gerais, outros especialmente ligados a Saussure e ao

Cours. As demais são de fndices.

XIV

Se é verdade que a Lingüística moderna vive um momento

de franca ebulição, quando corifeus de teorias lingüísticas numa

evolução rápida de pensamento e investigações se vão superan-

do a si mesmos, quando não são "superados" pelos seus discípu-

los, o Cours de linguistique générale é um livro clássico. Não é

uma "bíblia" da Lingüística moderna, que dê a última palavra

sobre os fatos, mas é ainda o ponto de partida de uma proble-

mática que continua na ordem do dia.

Nunca Saussure esteve mais presente do que nesta década,

em que ele é às vezes declarado "superado". Só há, porém, um

meio honesto de superá-lo: é lê-lo, repensar com outros os pro-

blemas que ele propôs, nas suas célebres dicotomias: lingua e

fala, diacronia e sincronia, significante e significado, rela¢ão as-

sociatiua ( ~ paradigmática) e sintagmática, identidade e opo-

sição etc.

É bem certo que a Lingüística americana moderna surgiu

sem especial contribuição de Saussure; não deixa, porém, de

causar espécie a onda de silêncio da quase totalidade dos lin-

güistas americanos com relação ao Coms. Bloomfield, fazendo em

1922 a recensão da Language de Sapir, chama o Cours "um

fundamento teórico da mais recente tendência dos estudos lin-

güísticos", repete esse juízo ao fazer a recensão do próprio Cours,

em 1924, fala em 1926, do seu "débito ideal" a Sapir e a Saus-

sure, mas não inclui o Cours na bibliografia de sua Language,

em 1933 (3) .

Como a Lingüística norte-americana teve desenvolvimento

próprio, isso se entende. Mas é conveniente que numa edição

brasileira do Curso se note o fato, para que nossos estudantes

não sejam tentados a "superá-lo" sem tê-lo lido diretamente.

É verdade que entre nós o que parece ter acontecido é uma

( 3 ) Cf. De Mauro, Cosso, p. 339. De Mauro lembra algumas exce-

ções -( 1 ) "um dos melhores ensaios de mnjunto sobre Saussure é de

R. S. Wells, "De Saussure's System ot Linguistics", in Word, III, 1947,
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